quinta-feira, 7 de maio de 2009

"O Céu é dos Violentos", Flannery O'Connor

O tio de Francis Marion Tarwater estava morto há meio dia apenas quando o rapaz ficou demasiado bêbado para acabar de abrir a sepultura e um negro chamado Buford Munson, que ali viera pedir para lhe encherem um jarro, teve de terminar o serviço e arrastar o cadáver para longe da mesa posta para o pequeno-almoço, à qual se encontrava ainda sentado, de modo a sepultá-lo condignamente e de acordo com os preceitos cristãos, com o sinal do Salvador à cabeceira e terra em cima quanto bastasse para desencorajar os cães de desenterrarem o defunto.

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Nome de Guerra", Almada Negreiros

Das duas uma: ou as pessoas se fazem ao nome que lhes puseram no baptismo, ou ele tem de seu bastante o bastante para marcar a cada um.

Enviado por Telemaquia

segunda-feira, 4 de maio de 2009

"O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde", Robert Louis Stevenson

O advogado Utterson era um homem de semblante carregado, que nunca se abria num sorriso; frio, parco e reservado no discurso; contido na expressão dos sentimentos; magro e alto, apesar do seu porte seco e rígido, ainda assim, inspirava alguma simpatia.

domingo, 3 de maio de 2009

"A Ponte sobre o Drina", Ivo Andric

Na maior parte do seu curso, o rio Drina corre através de gargantas apertadas, entre serras abruptas ou profundos desfiladeiros de arribas escarpadas.

"O Processo", Franz Kafka

Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa mal.

Enviado por Gasolina

"O Amor nos Tempos de Cólera", Gabriel García Márquez

Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas recordava-lhe sempre o destino dos amores contrariados.

sábado, 2 de maio de 2009

"História do Cerco de Lisboa", José Saramago

Disse o revisor, Sim, o nome deste sinal é deleatur, usamo-lo quando precisamos suprimir e apagar, a própria palavra o está a dizer, e tanto vale para letras soltas como palavras completas,

"As Cidades Invisíveis", Italo Calvino

Nada garante que Kublai Kan acredite em tudo o que diz Marco Polo ao descrever-lhe as cidades que visitou nas suas missões, mas a verdade é que o imperador dos tártaros continua a ouvir o jovem veneziano com maior atenção e curiosidade que a qualquer outro enviado seu ou explorador.

"A Misteriosa Chama da Rainha Loana", Umberto Eco

«E o senhor como se chama?»